O lítio, um dos estabilizadores de humor mais frequentemente empregados no tratamento do transtorno bipolar, pode induzir a produção de anticorpos anti-tireóide e levar a uma inflamação na glândula, o que chamamos de tireoidite. A tireoidite se associa ao desenvolvimento de hipotireoidismo (diminuição na função da glândula), que se relaciona à pior resposta aos tratamentos que empregamos para o controle dos sintomas do transtorno bipolar. Por isso, ao longo do tratamento com o lítio, devem ser realizados os exames periódicos de controle da função da tireóide, para que se detectem precocemente os sinais do hipotireoidismo. Nesses casos, o tratamento é feito com a reposição de hormônios, o que possibilita uma melhor resposta aos tratamentos para a estabilização do quadro clínico.