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O impacto do luto prolongado

Quando perdemos alguém que amamos, é natural nos depararmos com uma avalanche de sentimentos.
Mas, quando a dificuldade em aceitar a perda se prolonga e causa sofrimento intenso ou compromete o funcionamento social, ocupacional ou físico, podemos estar diante do chamado luto prolongado — também conhecido como transtorno de luto prolongado, reconhecido pela CID-11 e pelo DSM-5-TR.

Um estudo dinamarquês de grande escala mostrou que cerca de 6% dos enlutados apresentaram níveis elevados e persistentes de sofrimento ao longo de dez anos. Esses indivíduos tiveram um aumento de 88% no risco de mortalidade no período, além de maior uso de antidepressivos, ansiolíticos e serviços de saúde mental (1).

Estudos apontam que o luto prolongado está associado a maior vulnerabilidade para transtornos depressivos, ansiedade, uso de substâncias e pior saúde física (2,3). Esses achados reforçam como o sofrimento emocional duradouro pode afetar profundamente corpo e mente.

O luto é um processo natural, que expressa amor e vínculo. No entanto, quando se torna persistente e impede a retomada de uma vida com sentido, é importante buscar acompanhamento especializado. O suporte psicológico adequado pode ajudar a pessoa a integrar a perda, reconstruir a identidade e encontrar novos significados, preservando sua saúde mental e física.

Referências
1. Nielsen MK, Pedersen HS, Sparle Christensen K, Neergaard MA, Bidstrup PE, Guldin MB. Grief trajectories and long-term health effects in bereaved relatives: a prospective, population-based cohort study with ten-year follow-up. Front Public Health. 2025;13:1619730. doi:10.3389/fpubh.2025.1619730.

2. Boelen PA, Kolchinska Y. Prolonged grief disorder: Nature, risk-factors, assessment, and cognitive-behavioural treatment. Psychosomatic Medicine and General Practice. 2022;7(2).

3. Nielsen MK, Pedersen HS, Neergaard MA, Bidstrup PE, Guldin MB. Poor physical and mental health predicts prolonged grief disorder: A prospective, population-based cohort study on caregivers of patients at the end of life. Front Public Health. 2020;8:645. doi:10.3389/fpubh.2020.00645.





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