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Pais ansiosos, filhos ansiosos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas com transtornos de ansiedade. Fatores como insegurança financeira e climática, sobrecarga de trabalho, experiências traumáticas e a presença de outros transtornos mentais estão entre os principais gatilhos para o desenvolvimento desses quadros.

Mas, em uma sociedade ansiosa, como ficam as crianças? Pais ansiosos podem, sim, ter filhos ansiosos. O comportamento humano é amplamente aprendido pela observação e pela repetição. Assim, crianças que convivem com adultos ansiosos tendem a reproduzir padrões semelhantes de preocupação e de resposta exagerada ao estresse.

Para quebrar esse ciclo, é essencial que os cuidadores aprendam a reconhecer seus próprios gatilhos de ansiedade. Ao desenvolver estratégias de autorregulação emocional, eles ensinam — pelo exemplo — que é possível identificar e nomear sentimentos, além de reagir de forma mais equilibrada diante dos desafios.

Esse é um processo que requer autoconhecimento, paciência e, muitas vezes, apoio profissional. Quadros graves de ansiedade devem sempre ser acompanhados por profissionais de saúde mental, garantindo segurança e qualidade de vida para toda a família.

Referências:
1. World Health Organization. Depression and Other Common Mental Disorders: Global Health Estimates. Geneva: WHO; 2017.
2. Aktar E et al. Fears of mothers and children: a meta-analysis and systematic review on the intergenerational transmission of fear and anxiety. Clin Psychol Rev. 2019;73:101778.





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