A ansiedade pode interferir na memória justamente nos momentos em que exigimos mais desempenho — como em provas, apresentações ou vestibulares. Isso acontece porque, sob estresse agudo, os níveis elevados de ansiedade prejudicam o funcionamento da memória de trabalho, responsável por manter e manipular informações por curtos períodos.
Em situações de avaliação, essa dificuldade pode aparecer como o famoso “branco”: a mente trava, os conteúdos parecem inacessíveis e fica difícil organizar o raciocínio com fluidez. Esse efeito está relacionado à liberação de hormônios do estresse, que afetam áreas cerebrais como o córtex pré-frontal e o hipocampo, reduzindo a capacidade de foco e processamento.
Mesmo em pessoas sem qualquer transtorno de ansiedade, a sensação de pressão ou insegurança pode amplificar esse fenômeno.
Para minimizar esse efeito, vale apostar em estratégias de preparo que incluam simulações da situação, revisão estruturada de conteúdo e técnicas de respiração ou relaxamento nos minutos que antecedem uma prova, apresentação ou qualquer circunstância que gere ansiedade.


