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Depressão e ansiedade entre educadores

Atualmente, os educadores adoecem mais por questões mentais e comportamentais do que por problemas físicos. O número de afastamentos por motivos psiquiátricos tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Essa realidade foi destacada em publicação da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, que aponta burnout, estresse e depressão entre os principais motivos de adoecimento na categoria docente.

As causas mais recorrentes desse quadro estão relacionadas a dois fatores centrais: excesso de trabalho e falta de valorização profissional. Muitos professores precisam atuar em mais de uma instituição de ensino para garantir renda suficiente, o que leva à sobrecarga física e emocional. Além disso, as condições precárias de trabalho, a escassez de recursos didáticos e a falta de incentivo institucional frequentemente impedem a realização de práticas pedagógicas de qualidade.

Outro aspecto relevante é a perda de autoridade e autonomia do educador, associada à pressão por resultados, à burocratização crescente e ao medo constante de demissão. Esses fatores intensificam o estresse crônico, a ansiedade e o sofrimento psíquico.

Para enfrentar essa realidade, é necessário que as instituições de ensino e os órgãos públicos reavaliem as condições de trabalho docente e promovam políticas de saúde mental ocupacional. Também é essencial que os profissionais estejam atentos aos sinais de desgaste emocional e busquem apoio psicológico especializado quando necessário.





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