Receber um diagnóstico pode despertar uma mistura de sentimentos.
De um lado, há o alívio de finalmente entender o que causa o sofrimento psíquico.
De outro, pode surgir o medo de ser reduzido a um rótulo. É quando pensamentos como “sou ansioso”, “sou depressiva” ou “sou borderline” começam a se sobrepor à percepção de quem você realmente é.
Mas um diagnóstico não é uma sentença — é um mapa.
Ele aponta caminhos e orienta o tratamento, mas não define sua identidade.
Aprender a lidar é compreender que o transtorno é algo com o qual se convive, não algo que resume quem você é.
Isso envolve buscar ajuda, cuidar de si e reconhecer que até as partes mais complexas podem ser acolhidas e transformadas.
No fim, um diagnóstico não vem para aprisionar, mas para abrir possibilidades de tratamento e de autoconhecimento.


