Seu meio de locomoção pode influenciar diretamente a saúde do seu cérebro.
Um estudo recente acompanhou mais de 470 mil pessoas por cerca de 13 anos para investigar a relação entre transporte ativo e risco de demência.
Segundo os pesquisadores, quem se deslocava de bicicleta — ou combinava a bicicleta com outros meios — apresentava até 19% menos risco de desenvolver demência em comparação a quem usava apenas transporte motorizado. O efeito foi ainda mais marcante nos casos de demência precoce, com risco cerca de 40% menor. Exames de imagem também mostraram que ciclistas tinham volumes maiores no hipocampo, área essencial para memória e aprendizado.
Mas por que isso acontece? Diferentemente de correr em esteira ou fazer musculação, pedalar exige atenção constante, coordenação motora, percepção do espaço e tomada de decisão. Esses estímulos mantêm o cérebro em estado de alerta e fortalecem suas conexões neurais. A atividade também melhora a circulação sanguínea, reduz inflamações e equilibra fatores de risco cardiovasculares, todos associados à preservação cognitiva.
Embora o estudo não comprove causalidade, ele reforça uma hipótese promissora: incorporar a bicicleta à rotina, não apenas como lazer, mas como meio de locomoção, pode proteger o cérebro a longo prazo.
Mais do que um exercício físico, pedalar pode ser uma maneira de proteger o seu cérebro.
Referência:
Zhao Y, Chen S, Chen Y, et al. Active Travel Mode and Incident Dementia and Brain Structure. JAMA Network Open. 2024;7(12):e2439087.
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