Usar redes sociais até tarde, adiar a hora de dormir ou continuar navegando por feeds durante a madrugada afeta mais do que só o humor — afeta o sono.
Uma pesquisa com 1.084 adolescentes da Finlândia mostrou que o uso de mídia digital no fim da noite está associado a menor duração de sono, pior qualidade de sono e maior cansaço diurno (Kortesoja et al., 2022).
Em adultos, estudos também apontam que o uso excessivo de redes sociais — especialmente quando somado à sobrecarga de informações e sintomas depressivos — aumenta a probabilidade de insônia e sono fragmentado.
Isso ocorre por vários motivos: o conteúdo digital mantém o cérebro ativado; a luz das telas retarda a liberação de melatonina; torna-se mais fácil cair no hábito de “empurrar” o horário de dormir; e o ritmo circadiano se desorganiza. É assim que surge o ciclo de dormir tarde, acordar cansado, e repetir.
Para quebrar esse padrão, vale estabelecer um “toque de recolher digital”, desligar notificações e criar uma rotina de desaceleração 30–60 minutos antes de dormir.
Dormir bem também faz parte de um uso mais saudável das redes sociais — e do cuidado com a saúde mental.
Referências
Kortesoja L, et al. Late-night digital media use in relation to chronotype, sleep and tiredness on school days in adolescence. J Youth Adolesc. 2022;51(12):2274-2288. PMID: 36401709.
Wang P et al. Problematic social media use and insomnia: A systematic review and meta-analysis. Front Public Health. 2022;10:932358.


